Há uns anos, recorria-se a uma empresa de design de páginas, e punha-se em linha uma página com as nossas obras e esperava-se confortavelmente que nos contactassem, ou para comprar obras, ou para nos convidarem para uma colectiva.
Hoje ter uma página na Web onde o artista expõe os seus trabalhos para venda, deixou de ser suficiente para atingir as metas que a maioria dos artistas se propõe: vender a sua arte e promover a sua "marca".
Com o surgir de aperfeiçoados motores de busca como o Google e a guerra das "adwords", as nossas páginas pessoais podem não passar de uma letargia moribunda, com muito pouca "audiência".
Uma pergunta surge: Então qual a melhor estratégia para um artista plástico ter uma presença notória na Internet? Eventualmente não haverá uma receita mágica para o sucesso, notariedade e negócio na Internet, mas podemos sistematizar e tentar compreender. Teremos então que analisar o passado recente para entender o presente e projectar o futuro.
Analisemos o que aconteceu na Internet de há 10 anos a esta parte.
Em 1998, escrevi um artigo sobre a Internet que foi publicado numa revista e que passo a transcrever:
Sem tentar fazer futurologia, a minha visão a 10 anos, não fugiu muito da realidade que temos hoje na Internet:
- Vídeos – YouTube, google video, etc
- Técnicos virtuais – Ikea ( perguntar à Ana - Apoio ao cliente)
- Interactividade – Wikipedia, Second life, Hi5, Orkut, Flickr, etc.
Só para citar exemplos mais conhecidos. O panorama dos motores de busca, apontadores e directórios, também se alterou profundamente, assim como o número de "internautas" (um nome que se usa cada vez menos) e o número de domínios. Em Setembro (2007) passado a Netcraft estimava que existiam 135.166.473 sites em todo o mundo (fonte: netcraft.com)
A banda larga chegou rápidamente a Portugal. Portugal ocupava no 3º trimestre de 2007 um orgulhoso 4º lugar no ranking europeu com 26% de penetração.
Dinamarca - 34,3%
Holanda - 33,5 %
Finlândia - 28,8%
Portugal - 26%
Bélgica - 23,8%
Reino Unido - 23,7%
França - 22,5%
Luxemburgo - 22,2%
Alemanha - 21,2%
Austria - 18,6%
Espanha - 17%
Itália - 15,8%
Irlanda - 15,4%
República Checa - 12,2%
Hungria - 11,6%
Polónia - 8%
Grécia - 7,1%
Fonte: ICP-ANACOM
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